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Folha de S.Paulo – 11/04/2016

A aprovação do relatório que recomenda o impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (11) foi amplamente comemorado pela oposição, que viu o resultado como uma mostra de que a votação do processo pelo plenário da Câmara dos Deputados também será pelo impedimento da petista.

Já deputados da base governista minimizaram o placar ao afirmar que a oposição não conseguiu dois terços de apoio na comissão especial, o que demonstraria não haver apoio suficiente para a votação em plenário.

"Foi uma demonstração e uma vitória claras. Temos certeza de que o apoio ao impeachment crescerá nos próximos dias até o final de semana", afirmou o líder da minoria no Congresso, deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

A comissão especial que analisou o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff aprovou por 38 votos a 27 o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à abertura do processo contra a presidente da República sob o argumento de que há graves indícios de cometimento de crime de responsabilidade.

O petista Henrique Fontana (RS) reforçou o argumento de governistas de que o resultado mostra que a vitória pró-impeachment não está certa no plenário.

Para que o texto passe para o Senado, é preciso conseguir 342 votos de 513 –ou seja, dois terços do total (66,7%). Na comissão, os votos contra Dilma somaram 58,4% -projetando-se para o plenário, seriam 300 votos.

"Achei o resultado muito bom para os que defendem a democracia. Os defensores do golpe tinham que ter 43 [votos], mas fizeram cinco a menos. É um indicativo de que é muito provável de que tenhamos vitória no plenário contra o golpe", afirmou Fontana.

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que a oposição anunciou "uma vitória mais ampla do que tiveram". "A proporção na comissão não garante o impeachment no plenário. As mobilizações que estão aumentando hoje, da sociedade civil que preza pela democracia, vão garantir a vitória no plenário", disse.

"É uma derrota com sabor de vitória. Eles podem comemorar hoje, mas o resultado é uma derrota política prévia do plenário", afirmou Jandira Feghalli (PCdoB-RJ).

Para Mendonça Filho, o argumento é uma "piada", já que há diferenças entre a composição da comissão e do plenário. "O PMDB tem oito membros na comissão. A indicação levou em consideração quatro membros mais alinhados com as forças pró-impeachment e quatro contra o impeachment. E isso não se reproduz no plenário", disse.

"Foi uma sinalização positiva de que o impeachment será aprovado no plenário", completou.

Para o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), o placar foi "altamente favorável" para a oposição. "Acho que teremos um efeito dominó ao longo da semana. Hoje nós temos maioria, mas chegaremos aos dois terços necessários no plenário. Foi um resultado aquém para eles, para nós foi ótimo", afirmou.

"O resultado aqui é simbólico. É uma comissão que foi montada majoritariamente com indicações do governo e nem assim eles conseguiram maioria", afirmou Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Mendonça Filho descartou ainda que o vazamento do áudio do vice-presidente Michel Temer comprometa a votação do pedido de impeachment no plenário. "[Mas] acirra, cria um pouco mais de combustível e de argumento para aqueles que defendem a posição da presidente Dilma", admitiu.

Matéria publicada: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1759954-oposicao-comemora-e-governistas-minimizam-aprovacao-de-relatorio.shtml

*Clipping - Este material não é de autoria da Assessoria do Deputado Federal Vanderlei Macris. São notícias selecionadas que constam a participação do parlamentar.