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PSDB na Câmara – 05/04/2016

Milhões de pessoas foram às ruas no dia 13/03 em defesa do impeachment de Dilma. Pesquisas mostram que a maioria da população quer a saída de Dilma do Planalto.

Diante da proximidade da definição sobre o impeachment de Dilma, deputados do PSDB estão usando a tribuna para contestar com veemência a tese do golpe repetida por petistas , criticar os argumentos de defesa da presidente, ressaltar a legitimidade da ação e destacar a importância da saída de Dilma para o Brasil retomar o caminho do desenvolvimento.

Em sua fala, o deputado Marcus Pestana (MG) destacou que os argumentos do PT em defesa da presidente Dilma não se sustentam. Para ele, o impeachment da petista é necessário para que se desenhe um desfecho para as diversas crises em curso no país.

“Corrupção desenfreada, crise econômica aguda, crimes fiscais e eleitorais, desarrumação política completa, intolerância e radicalismos exacerbados, incerteza em relação ao futuro, falta de credibilidade, tensão social. Não era esse o país que gostaria de deixar para minha filha”, apontou o congressista.

O tucano lembra que o Brasil conquistou importantes avanços nos últimos trinta anos, mas reconhece que a temperatura da conjuntura atual está nas alturas. “É difícil achar lugar para a sabedoria, o bom senso, a serenidade e a razão no atual debate público nacional. Mas o momento exige posições claras”, apontou.

BALCÃO DE NEGÓCIOS

Já o deputado Rogério Marinho (RN) criticou a defesa da presidente feita pelo Advogado-Geral da União na comissão do impeachment. Para ele, o chefe da AGU, José Eduardo Cardozo, “usa tática nazista e fascista para defender o governo criminoso do PT”. O parlamentar também reprovou o “balcão de negócios a céu aberto” que se estabeleceu na capital do país. Segundo ele, é inaceitável a generalização feita pelo PT de que “todos roubam”. “Nós não podemos aceitar essa generalização. O roubo, a corrupção institucionalizada é uma marca do PT e, como tal, tem que ser removido, como uma nódoa, do seio da Constituição brasileira e do nosso país”, argumentou. 

Assim como Rogério, Vanderlei Macris (SP) disse ter ficado estarrecido com a postura do PT de alegar a existência de golpe após ter pedido o impeachment de outros presidentes. Da tribuna, anunciou a apresentação de um requerimento ao Ministério do Trabalho pedindo para pedir informações sobre a motivação que levou determinados sindicatos e centrais sindicais “a darem suporte a um governo que acabou”.

A atitude foi motivada a partir da constatação da “riqueza” em manifestações do PT em apoio ao governo. Após pesquisar, o tucano chegou à conclusão que esses movimentos são “absolutamente subsidiados” pelas centrais sindicais e pelos sindicatos. A arrecadação da contribuição sindical cresceu 9,4% em 2014, atingindo R$ 3,5 bilhões. “E 10% disso, de acordo com a lei aprovada por esta Casa no momento em que lula era Presidente, é garantida para as centrais sindicais. Aí está a resposta”, afirmou.

Pedro Cunha Lima (PB), por sua vez, disse que não dá é sustentar que não houve nenhuma irresponsabilidade administrativa diante dos resultados apresentados pelo Governo Federal. O tucano citou dados como a queda de 3,8% do PIB no ano passado, os 9 milhões de brasileiros desempregados, o prejuízo de R$ 34 bilhões de Petrobras e a péssima situação do Brasil em ranking internacional da educação. “Quem vence as eleições não leva para casa um cheque em branco; leva ao Palácio do Planalto uma responsabilidade que acompanha o tamanho da nação”, alertou Pedro.

O deputado Paulo Abi-Ackel (MG) fez críticas à defesa apresentada pelo advogado-geral da União. Segundo ele, José Eduardo Cardozo se apresentou à comissão do impeachment na condição de amigo da presidente da República e não no papel de advogado da União, que lhe cabe. O tucano criticou as afirmativas de Cardozo de que o impeachment de Dilma seria uma tentativa de golpe. Abi-Ackel alegou que os parlamentares favoráveis ao impedimento da petista conseguirão os 342 votos favoráveis na Câmara porque sabem que ela  cometeu crime de responsabilidade fiscal ao ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que, segundo ele, preserva não só os brasileiros vivos, como também aqueles que haverão de nascer. “O que está em jogo é a comida na mesa do brasileiro, é o emprego daquele que se planejou, do jovem que quer estudar”, apontou.

(Da redação/foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Matéria publicada: http://www.psdbnacamara.com.br/wordpress/?p=150824

*Clipping - Este material não é de autoria da Assessoria do Deputado Federal Vanderlei Macris. São notícias selecionadas que constam a participação do parlamentar.