Junto com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB) esteve em audiência com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, na manhã desta quarta-feira (11), no Itamaraty. Na pauta, a abertura comercial.

Macris, presidente da presidente Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMaq) do Congresso Nacional, considera que a ampliação do comércio exterior é de grande importância para o Brasil, mas o acordo precisa ser melhor debatido. “O governo precisa ouvir a indústria. A indústria brasileira de máquinas e equipamentos terá 48% de faturamento nas exportações em 2018, mas temos que assegurar garantias de uma negociação mais equilibrada”, disse.

No Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), o deputado explica que muitas máquinas europeias tem em sua composição mais de 50% de peças provenientes de países asiáticos, como a China. “Dessa maneira não podemos dizer que o produto é fabricado na Alemanha ou na Itália, são apenas montados nestes países, mas competem de igual com os nossos.”

A gerente divisional de Mercado Externo da Abimaq, Patrícia Gomes, disse que essa Regra de Origem é a articulação mais atrasada. E, de modo geral, não percebe grande interesse dos europeus no acordo. “Demos passos para nos aproximar da União Europeia, mas não vemos passos ao Mercosul”, considerou.

O presidente executivo da associação, José Velloso, ainda enfatizou ao ministro Aloysio Nunes confiar na indústria brasileira: Nós não temos preocupação na competição, mas a abertura [comercial] não pode ser unilateral.

O ministro ficou de dialogar com sua equipe.