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PSDB na Câmara - 18/02/2016

Não param de vir à tona indicadores que mostram o tamanho da crise que atinge a economia brasileira, marcada pelo desemprego, endividamento da população, preços nas alturas e juros em alta. Setores como indústria, serviços e varejo também amargam as consequências, afundando ainda mais o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas do país. Divulgado nesta quinta-feira (18), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, fechou 2015 com queda de 4,08%. Diante desse cenário, parlamentares do PSDB alertaram para a incapacidade do governo da presidente Dilma de ao menos dar perspectivas para essa situação ser superada.

“É a maior crise econômica e social da nossa história”, resumiu o deputadoJutahy Junior (BA), ressaltando que pela primeira vez a economia pode ter três anos seguidos de crescimento negativo. Ele questiona a insistência de Dilma permanecer no poder diante da crise. A petista corre o risco de perder o mandato via impeachment ou por meio de decisão do TSE. Manter para quê? Para o povo continuar sofrendo, para haver mais desemprego, mais inflação, mais recessão?, indaga.

Sem competência para fazer um ajuste fiscal com efetivo corte de despesas da máquina governamental, o Planalto opta pelo caminho do aumento de impostos, principalmente por meio da recriação da CPMF. Ao analisar a situação, o deputadoFábio Sousa (GO)destacou a importância de um ajuste capaz de trazer os investimentos de volta, tanto os externos como os internos. “Os governos e as pessoas estão vivendo de empréstimo, de crédito bancário”, alertou. Para ele, há risco de o sistema financeiro entrar em colapso.

Segundo Fábio, se no próximo dia 3 de março o IBGE confirmar retração de mais 4%, o Brasil viverá oficialmente em depressão econômica, situação classificada por ele de “assustadora”. Conforme ressaltou, o quadro é de falência das empresas, empresários buscando recursos desesperadamente e demitindo.

De acordo com o deputadoVanderlei Macris (SP), o Brasil vive uma das situações caóticas das últimas décadas, com total desgoverno e falta de credibilidade da presidente em conduzir o destino da nação. “Asituação econômica é uma das mais dramáticas. Há um desemprego campeando, e não há perspectiva de futuro”, lamentou.

NÚMEROS

Além de desemprego (1,5 milhão de vagas formais foram fechadas no ano passado), a inflação supera 10% e os juros estão em patamares elevados (14,25%). Sem dinheiro e endividados, os consumidores reduziram o volume de compras, provocando a crise no setor varejista que, em 2015, fechou quase 100 mil lojas, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

De Norte a Sul as vendas encolheram 4,3% com destaque para móveis e eletrodomésticos que perderam 14% das vendas, de acordo com pesquisa feita pelo IBGE. Nem os supermercados, hipermercados e produtos alimentícios escaparam da queda nas vendas. “É um desespero para as famílias, que sentem o poder de compra diminuir, parentes desempregados e veem o empobrecimento da sociedade”, lamenta Jutahy Junior.

Se o resultado do IBGE for igual à prévia divulgada pelo Banco Central será a pior recessão no Brasil em 25 anos, desde 1990, quando a retração foi de 4,35%. Para este ano a projeção é de encolhimento de 3,3%, segundo o Banco Central.

Matéria publicada: http://www.psdbnacamara.com.br/wordpress/?p=148325

*Clipping - Este material não é de autoria da Assessoria do Deputado Federal Vanderlei Macris. São notícias selecionadas que constam a participação do parlamentar.