A informação foi divulgada em evento da Frente Têxtil onde o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Jorge de Lima, estava presente

O líder da Frente Parlamentar Mista José Alencar pelo Desenvolvimento da Indústria Têxtil e da Confecção, deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), informou na manhã desta quarta-feira (7) que a bancada do seu partido definiu pela contrariedade à urgência do Projeto de Lei da reoneração da folha de pagamentos - PL 8456/2017. De acordo com Macris, o projeto é um dos que mais preocupam a Frente.

O anunciou foi feito na abertura do café da manhã da frente, realizado na Câmara dos Deputados com parlamentares, empresários e representantes de entidades do setor para debater os temas de interesse e as ações em 2018.

“O Brasil ainda se recupera da mais grave crise de nossa história. E é por isso mesmo que o momento é de fortalecer os setores que mais empregam”, disse Macris. Ele explica que o Setor Têxtil e de Confecção é o segundo segmento econômico em empregabilidade, com empresas em todos os estados brasileiros, em 2.851 municípios. “No entanto, temos uma carga tributária que atravanca o desempenho do setor e uma balança comercial altamente desfavorável. A infraestrutura e a logística no Brasil nos coloca atrás de nações sem muita expressão, como o Peru.”

Macris destaca que a Agenda de Competitividade do Setor “passa pelas Reformas, pelo Crédito, pela Agenda Tecnológica e pelos Bancos Públicos”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, lembrou as dificuldades do segmento, como burocracia tributária, a taxa real de juros e o spread bancário. Também informou que a projeção para a importação de vestuário de países asiáticos em 2018 é calculada em 1,25 bilhão de peças, o que representa a perda de 240 mil postos de trabalho no Brasil. “Isso vai nos impor um grande desafio”, considerou.

Além do Projeto de Lei da reoneração, outros destacados pela Frente foram o Projeto de Lei Complementar (PLP) 432/2017, que altera os dispositivos legais para retirar do campo de incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS) as atividades de costura e acabamento; e o PL 333/1999, que regula direitos e obrigações relativas à propriedade industrial.

Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário, entregou à Macris um trabalho da entidade demonstrando a relevância da desoneração da folha de pagamentos para o Vestuário e a prejudicialidade dos impostos no País. “Tratemos aqui apenas do Pis/Cofins, mas o mesmo efeito também ocorre com o ICMS. O efeito dos dois tributos operando em conjunto é ainda mais dramático em termos de perda de competitividade”, consta no estudo.

Também participaram do evento o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Jorge de Lima, o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do ministério, Igor Calvet; Marcos Borges, gerente executivo de Assuntos Legislativos da CNI; André Limp, supervisor de Projetos Setoriais da Apex-Brasil; Rafael Cervone, do Sinditêxtil-SP e da Fiesp; Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil-SP; Marina Carvalho, diretora presidente da Ápice Brasil; Eduardo Cintra, diretor executivo da Abrafas; Antonio Cesar Gomes, da Firjan, entre outros.