Enquanto fechado, mesmo sem uso, o espaço tem se deteriorado com velocidade

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O Liberal - 30/07/2017

Karina Pilotto

Nesta semana, o LIBERAL teve nova oportunidade de visitar o Museu Histórico e Pedagógico Municipal “Doutor João da Silva Carrão”, o Museu do Salto Grande, e a reportagem, que esteve no local há dois anos, constatou que o tempo não tem piedade. Enquanto fechado, mesmo sem uso, o espaço tem se deteriorado com velocidade, e o risco da cidade perdê-lo de forma definitiva só aumenta.

O espaço cultural, datado de 1799, está fechado desde 2007. Em princípio, seria realizada uma série de reformas que visavam sua manutenção, danificado desde 2002 por um forte vento que destruiu parte do telhado. Entretanto, nem tudo foi feito. O projeto aprovado via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura para viabilizar o restauro expirou, por conta do descaso das administrações seguintes, e hoje a Secretaria de Cultura e Turismo tenta correr atrás dos prejuízos. O custo para reparo total do espaço é cotado em R$ 3,8 milhões.

“O Casarão, para nós, é um espaço importante. Nesses quatro anos, colocamos o projeto de restauro do Casarão, Casa de Cultura Herman Muller e Estação Cultura no plano de governo. Estamos à procura de verba para estas três obras”, contou o secretário de Cultura e Turismo, Fernando Giuliani. “Fizemos a inscrição dos projetos no Siconv (Sistema de Convênios), e o deputado Vanderlei Macris (PSDB) está agendando uma visita com o Ministro do Turismo. Isto já está bem encaminhado, inclusive já enviei o material para ele sobre o restauro do Casarão”, adianta.

Giuliani lembra que, em 2008, quando era secretário, foi elaborado um projeto de restauro e a pasta conseguiu viabilizar uma parte das obras com patrocínio da Suzano Papel e Celulose. “Isso foi muito importante. Estamos sempre monitorando o Casarão com o pessoal do Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), e eles falam sobre a importância de ter feito esta obra no passado, que cuidou ‘do chapéu e da galocha’ para evitar a deterioração completa”.

Necessidades

Ele ainda lembra que, desde que o Casarão foi fechado, foram feitos vários movimentos em busca de ajuda para o restauro, tanto da população, quanto da administração. “Infelizmente, é lamentável, porque estávamos com o projeto já aprovado para o restauro pela Lei Rouanet e isso se perdeu nas administrações passadas. Agora estamos buscando apoio novamente junto ao governo”. Entre as necessidades listadas, Giuliani cita melhorias na parte elétrica, madeiramento, paredes – que são de taipa de pilão na parte externa, e internamente de taipa de mão. “Já tenho conversado com alguns restauradores desde a outra época. A ideia é, além de restaurar, mostrar a degradação deste período. É óbvio que não vamos conseguir restaurar com a madeira da época, porque hoje existem madeiras que nem podem mais serem utilizadas. Tudo o que poderá ser reaproveitado, e a prioridade será manter a obra mais fiel à original possível”.

Historiadores ajudam a manter peças

O acervo do Museu do Casarão, que totaliza em cerca de cinco mil itens, é composto por peças que pertenceram a americanenses ao longo dos últimos dois séculos. Os itens que eram expostos seguem guardados em salas dentro do Casarão. “Estamos fazendo um levantamento dos itens, mas isso não é simples, porque com o tempo alguns materiais se tornam mais frágeis. Alguns historiadores estão colaborando neste processo de forma voluntária. A Prefeitura está passando por um momento difícil, então estamos buscando parcerias para fazer isso da forma mais profissional possível. Quando reassumi a administração já comecei a fazer este levantamento, para saber se algum material se perdeu ou não nestes últimos seis anos que estive ausente da secretaria”.

Para o secretário, esta dificuldade para obter patrocínio para o restauro do Casarão está relacionada as dificuldades econômicas enfrentadas pelo País hoje. “Aqui nós já conseguimos reformar o OMA (Observatório Municipal de Americana), e o Teatro Municipal Lulu Benencase, então conseguimos demonstrar aos empresários a importância desses projetos, que trazem visibilidade em Americana e região”, conclui o secretário.

Matéria publicada: http://liberal.com.br/cultura/sectur-busca-verba-para-reforma-do-casarao-em-americana-631799/

*Clipping - Este material não é de autoria da Assessoria do Deputado Federal Vanderlei Macris. São notícias selecionadas que constam a participação do parlamentar.