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Categoria: Notícias

O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) quer esclarecimentos da relação do 1º vice-presidente da Câmara, deputado Andre Vargas (PT-PR), com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal suspeito de participar de esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Vargas pediu licença por 60 dias para “tratar de interesses particulares” nesta segunda-feira (7).

A imprensa divulga, desde a semana passada, informações sobre a relação do 1º vice-presidente da Câmara com o doleiro. Em janeiro, Vargas usou um avião contratado por Youssef para uma viagem a João Pessoa, na Paraíba. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, que publicou a notícia, a conversa sobre a aeronave foi feita entre os dois por mensagens de texto dos celulares. No Plenário da casa legislativa no último dia 2, o parlamentar disse que optou pelo contato com o doleiro porque os valores das passagens aéreas estavam muito caros e, que, pagou pelo combustível utilizado no voo, mas não comentou sobre o pagamento ao piloto e as taxas dos aeroportos.

Em média, o custo de fretamento de um voo da aeronave do mesmo modelo usado por André Vargas chega a R$ 100 mil.

Já a revista Veja desta semana divulgou outras mensagens interceptadas pela Polícia Federal em que o deputado petista teria prometido ajudar Youssef em contratos com o governo federal na área da Saúde. Vargas, inclusive, cobra do doleiro o pagamentos a “consultores”, que não estariam sendo feitos, o que pode configurar a existência de uma sociedade velada entre os dois.

A divulgação foi o estopim para que o PSDB, o DEM e o PPS apresentassem representação na Mesa da Câmara pedindo abertura de processo de investigação no Conselho de Ética contra o 1º vice-presidente. “É uma relação estranha e que pode ter causado enormes prejuízos ao erário. São atos incompatíveis com o decoro parlamentar e que precisa ser averiguado, principalmente por ser de um 1º vice-presidente da Casa [Câmara dos Deputados] que, também, foi [até o fim do ano passado] secretário Nacional de Comunicação do PT”, argumentou Vanderlei Macris.

(Com informações do PSDB na Câmara)