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PSDB na Câmara – 04/07/2016

Deputados do PSDB afirmam que a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (4), deixa ainda mais claro que a corrupção se tornou sistêmica no governo petista, com diversas ramificações e sempre com o mesmo modus operandi, objetivando a manutenção de um projeto de poder. Os tucanos apontam que as investigações têm se mantido intocáveis, o que traz alento à população brasileira, que finalmente vê a real possibilidade de punição aos que usaram o poder para saquear os cofres públicos.

A investigação da 31ª fase da Lava Jato envolve crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro por meio de contratos da Petrobras, em especial do firmado para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. Os crimes ocorreram entre 2007 e 2012. Esse desdobramento da investigação foi denominado Operação Abismo, uma referência ao abismo em que os esquemas criminosos lançaram a empresa.

Foram expedidos 35 mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária e um de preventiva, 23 de busca e apreensão, além de sete conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT e marido da ex-ministra Teresa Campello (Desenvolvimento Social), é alvo do mandado de prisão preventiva. Ele já estava preso pela Operação Custo Brasil. A PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra ele, em Brasília.

O esquema investigado no Cenpes envolve R$ 39 milhões em pagamentos de propina para a diretoria de Serviços da Petrobras e para o PT, segundo a investigação. Paulo Ferreira é suspeito de ter iniciado as tratativas e recebido valores ilícitos oriundos da Consist, pivô do esquema descoberto na Custo Brasil, que teria desviado R$ 100 milhões do crédito consignado de funcionários públicos.

O petista financiou até escolas de samba de Porto Alegre e blogs. Em troca, matérias elogiando atuação no universo do carnaval e homenagens. “O Rei do carnaval”, conforme ficou conhecido o ex-deputado, foi até enredo de escola de samba na capital gaúcha.

Para o deputado Vanderlei Macris (SP), não restam dúvidas de que foi montada uma quadrilha disposta a depredar o patrimônio público de forma permanente. “A população brasileira está agora conhecendo quem foi o PT no governo: deu aos seus comandantes a possibilidade de assaltar o patrimônio público”, alerta.

Macris defende que a Lava Jato continue realizando seu trabalho e que a sociedade permaneça atenta para que os envolvidos sejam banidos da vida pública. “Eles assaltaram o patrimônio público para manter um projeto de poder. A Lava Jato continua seu trabalho e o país sairá melhor de tudo isso”, completou.

O deputado Miguel Haddad (SP) também comemora o fato de as instituições estarem funcionando plenamente. A Lava Jato continua desvendando ramificações de um esquema que atingiu todo o governo. “Estamos certos de que a operação caminha com firmeza, tendo o reconhecimento de todo o Brasil. O PSDB tem compromisso com a Lava Jato. É preciso criar e manter as condições para apurar, investigar e responsabilizar os culpados”, aponta.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as propinas, no caso do esquema investigado no Cenpes, seguiam três frentes: a uma empresa, para que ela desistisse de participar da licitação da obra; para funcionários da diretoria de Serviços da Petrobras, e para o ex-tesoureiro do PT. Ele envolvia 5 empreiteiras, entre elas a OAS e a Schain.

Miguel Haddad aponta que o modus operandi do PT é o mesmo que vinha se repetindo nos últimos anos – inclusive contando sempre com a presença de um tesoureiro petista. “A fórmula é a mesma e o resultado é péssimo. A verdade é que o PT deu uma contribuição nefasta para o país. Onde se apura é possível encontrar tentáculos, capilaridade da corrupção que o PT institucionalizou no governo. É ruim para o país. Mas o fato é que a Lava Jato continua investigando e punindo os culpados”, destaca.

O tucano também acredita que seja essencial uma reforma que diminua a proliferação de partidos e busque mais efetividade para as questões políticas e administrativas. Segundo ele, as 10 medidas propostas pelo Ministério Público, em tramitação na Câmara, são de grande importância e precisam ter sua análise aprofundada.

Durante entrevista coletiva, o procurador Roberson Henrique Pozzobon, que atua no âmbito da Lava Jato, falou sobre a importância da reforma política e das 10 medidas contra a corrupção. Pozzobon citou a importância dos acordos de delação premiada e de leniência para ajudar no combate à corrupção. Ele falou ainda sobre o dano provocado pelo cartel de empreiteiras que fixa um preço mais alto para obras, como no caso do Cenpes. Nesse caso específico, uma empresa recebeu R$ 18 milhões para não fazer absolutamente nada e abandonar a licitação.

Matéria publicada: http://www.psdbnacamara.com.br/wordpress/?p=155868

*Clipping - Este material não é de autoria da Assessoria do Deputado Federal Vanderlei Macris. São notícias selecionadas que constam a participação do parlamentar.