Vanderlei Macris (PSDB-SP) e outros deputados defensores da Saúde se reuniram com o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), nesta terça-feira (14), para acertar a votação em 2º turno da PEC 01/2015. A proposta garante mais recursos da União para a saúde pública ao longo de sete anos até chegar a 19,4% da Receita Corrente Líquida (RCL).

Macris, que é o autor da proposta, reivindicou que a votação da PEC da Saúde aconteça nas próximas semanas, apontando a situação alarmantes dos hospitais e pronto socorros e a importância de mudar este quadro para a sociedade. "Não dá para desconsiderar a seriedade dessa proposta. É preciso que a Câmara vote e aprove rápido", disse.

Ainda segundo o parlamentar, a área, além de assegurar atenção à população, gera milhares de empregos. O setor contrata seis vezes mais trabalhadores do que o agronegócio.

O texto que será votado estabelece valor mínimo a ser aplicado pela União em ações e serviços de saúde, de forma escalonada em sete exercícios, sendo: 14,8%, 15,5%, 16,2%, 16,9%, 17,6%, 18,3% e 19,4%. O último percentual é o reivindicado pela população nas manifestações do Saúde+10.

André Moura reconheceu que a “Saúde está na UTI”, mas informou que precisa debater a PEC com a equipe de Michel Temer. “Precisamos de tempo suficiente para discutir com o governo e construir um acordo”, comunicou.

Ficou acertada uma nova reunião na semana que vêm. A data ainda será definida pelo líder.

Também participaram os deputados Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), Geraldo Resende (PSDB-MS), Carmen Zanotto (PPS-SC), Mandetta (DEM-MS), Conceição Sampaio (PP-AM) e Jorge Solla (PT-BA).