A abertura do afastamento da presidente Dilma foi aprovada na manhã desta quinta-feira (12) pelo Senado em sessão de quase 20 horas. O deputado Vanderlei Macris postou no seu Instagram a larga vantagem pelo impeachment que surpreendeu até na oposição: 55 a 22.

O resultado do processo por crime de responsabilidade foi divulgado pouco depois das 6h30. Setenta e sete senadores votaram, sendo 55 pelo afastamento e 22 contrários. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou. Ainda foram registradas duas ausências, de Jáder Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), suplente do senador cassado Delcídio do Amaral (desfilado do PT-MS), ainda não assumiu o cargo.

O resultado surpreendeu ao governo e a oposição. Avaliação feita por jornalistas diziam que o processo seria aprovado com 51 votos favoráveis, mas o ex-presidente da República Fernando Collor (PTC-AL), que sofreu impeachment em 1992, e o ex-ministro de Minas e Energia dos governos Lula e da própria Dilma, Edison Lobão (PMDB-MA), votaram pelo afastamento.

“Venceu a vontade dos brasileiros! Venceu o Brasil! Ela [a presidente] será notificada logo mais e Michel Temer assume [a presidência] ainda hoje. Vida nova. Vamos em frente”, disse o deputado Vanderlei Macris após a divulgação do resultado de impeachment.

Processo

Dilma é acusada de infringir normas da legislação fiscal em 2015. Agora, ela será notificada da decisão de afastamento pelo primeiro-secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), e ficará fora do Planalto por 180 dias para que os senadores, comandados pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, façam o julgamento.

Enquanto Dilma estiver fora do governo, o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB-SP) assume a presidência.