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Enquanto o Brasil mantém-se estagnado, com a governante mais preocupada em defender o que não tem defesa, o governo federal não para de bater recordes negativos e nos injuriar com uma sucessão inacabada de notícias ruins. São 13 anos de governo petista pautados em desmandos, enganações e, especialmente na era Dilma, com demonstração explícita de incompetência administrativa, mentiras, mau uso do dinheiro público, destruição da nossa economia e da perspectiva positiva para o futuro do nosso País.

O item mais recente da lista de fracassos da presidente Dilma é a nova queda da produção industrial nos dois primeiros meses desse ano. Fevereiro, ante janeiro, registrou o pior resultado para o mês de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2002. O Brasil perdeu 1,1 milhão de empregos industriais no primeiro trimestre, segundo o instituto de pesquisa e, segundo especialistas do setor, não há como reverter a situação das fábricas fechadas e empregos perdidos nos próximos anos.

Já tínhamos o fechamento de 1,5 milhão de vagas de trabalho em 2015, pior resultado desde 1992, e o crescimento da fila do desemprego em 42,5%, só no ano passado, nas principais regiões metropolitanas.

A Dívida Pública Federal subiu 2,53% em fevereiro e o endividamento do nosso País deve oscilar entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões nesse ano. Temos uma inflação alta, que provoca o aumento dos preços de alimentos, remédios e produtos de necessidades básicas e, consequentemente, uma grande perda do poder de compra dos brasileiros.

Contaremos com 60% a menos em recursos para o saneamento básico em comparação a 2015 e o valor disponível no Orçamento da União para essa finalidade retrocedeu ao patamar de dez anos atrás. Cinquenta e dois por cento dos brasileiros sequer possuem serviço de coleta de esgoto e apenas 39% do que é recolhido recebe tratamento adequado. Essa situação vergonhosa contribui substancialmente com o aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya. Já o ritmo de expansão dos serviços de abastecimento de água caiu a menos da metade do que era nos anos do Fernando Henrique Cardoso.

Nossa situação está ruim também no exterior. Fomos reprovados pelas principais agências de qualificação de riscos, que nos tiraram o grau de investimentos e o selo de bom pagador. No ranking dos 19 líderes mais decepcionantes do mundo da revista Fortune, a presidente Dilma largou na frente e segue em disparada na dianteira, bem a frente do segundo colocado.

Em editoriais destinados exclusivamente ao Brasil, o The New York Times considerou todas as explicações que foram dadas pela presidente na nomeação de Lula à Casa Civil como "ridículas". O britânico The Guardian defendeu a renúncia de Dilma caso ela não consiga conter a agitação social que poderia tomar conta do país, o que elevaria o risco de uma intervenção militar. Já a revista The Economist, pede renúncia de Dilma pela tentativa de obstruir a justiça brasileira, com a nomeação do seu antecessor para ministério.

Enquanto isso, a rejeição da presidente aumenta a cada pesquisa de opinião pública. Mas, de forma antidemocrática, ela dá as costas à vontade do povo, olha para o próprio umbigo e insiste em não se despregar da cadeira presidencial. Prefere o vergonhoso loteamento de cargos de todos os escalões, transformando a capital federal em um verdadeiro balcão de negócios, a exemplo de Collor, que assim agiu pouco antes do seu impeachment.

Quanto mais tempo a presidente permanecer no governo, mais demoraremos para recuperar o País. O rito do seu processo de cassação segue a todo vapor na Comissão Especial. Devemos votar a questão por volta do dia 17 de abril e, pela conta informal de votos, já temos o número necessário para a aprovação do processo na Câmara dos Deputados.

Como bem lembrou a jornalista Dora Kramer, na sua coluna do Estadão no dia 4 de abril, intitulada “Golpear não é preciso”, eleição não dá carta branca para o desrespeito aos princípios constitucionais da probidade, impessoalidade, transparência, moralidade e eficiência aos quais está submetida a administração pública em geral, em particular à Presidência da República.

Como bem lembrou a advogada e professora de direito penal na USP, Janaína Paschoal, foi o governo que deu um belo golpe nos brasileiros com as pedaladas fiscais. Dilma 'pedalou' 35 vezes mais que Lula e FHC juntos. Foram quase R$ 33 bilhões em operações durante a administração da petista - quando somados Seguro Desemprego, Abono Salarial e Bolsa Família.

Portanto, Sra. Presidente, motivos não faltam para V.Ex.ª. deixar a Presidência do País. NÃO VAI TER GOLPE, VAI TER IMPEACHMENT!

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Publicado:

- Portal Ternura – http://www.portalternurafm.com.br/colunistas/1368/o-lastimavel-legado-da-era-petista

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