Artigo

Mesmo perdendo aliados e sem apoio da maioria dos brasileiros que foram às ruas pedir sua saída, a presidente Dilma mantém sua postura de vítima e mente repetidamente que sofre um golpe. O diferencial, desde que Michel Temer começou a pensar na composição de um provável governo, é seu vice virar o alvo predileto.

A presidente não consegue enxergar que os ataques replicantes e insanos pioram sua situação perante à opinião pública. Não foi ela e seu partido que escolheram o vice? Agora ele é o vilão? É uma sucessão de sandices.

Dilma não governa há muito tempo e não tem a menor condição de se manter no comando da Nação. Não tem legitimidade administrativa. Ao invés de se defender, provando que pode ser capaz de colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e promovendo a tão falada reforma administrativa, limita-se a atacar com a ira dos derrotados.

Não assume sua responsabilidade pelo País deteriorado. Não reconhece seus erros e, efetivamente, não promove ações que tirem o Brasil do fundo do poço que ela jogou. Enfim, não move um músculo do corpo para trabalhar a favor dos brasileiros.

Ninguém aguenta mais seus discursos e promessas vazias. Sua permanência no poder é uma ofensa para o povo, principalmente aos seus eleitores, os empresários quebrados e os mais de 10 milhões e 400 mil desempregados. Estes, sim, são vítimas da sua incompetência administrativa.

“A vã tentativa de vitimização, sob a alegação de injustiça, não encontra amparo no relatório da Comissão Especial [do Impeachment da Câmara dos Deputados], na decisão do Plenário da Câmara dos Deputados, nas decisões do STF, na realidade dos fatos e na soberana vontade da ampla maioria da população brasileira”, como bem definiu uma conveniente nota de repúdio assinada por 14 lideranças partidárias, antes da presidente ameaçar discursar essa mesma ladainha na Organização das Nações Unidas (ONU).

Não há golpe. Os ministros do Supremo Tribunal Federal já confirmaram que o impeachment não é golpe. Há, sim, o cumprimento da Constituição e não temos mais tempo a perder porque o Brasil continua estagnado.

A cada dia a situação piora. Mais empresas fecham suas portas, não se investe no País e o desemprego segue em linha crescente. Impossível mudar essa situação caótica com essa presidente no poder. Seu afastamento é fundamental para tirarmos o Brasil da pior recessão econômica de todos os tempos, recuperar nossa credibilidade no exterior, desfazer essa mentira de golpe e pensar em medidas emergências para recuperar a nossa Nação.

Fiz minha parte votando SIM ao impeachment. O voto foi com muita convicção e atendendo ao apelo da maioria dos brasileiros que foram às ruas reivindicar um Brasil melhor. Agora está nas mãos dos senadores confirmar o resultado da Câmara para afastá-la o mais rápido possível. Todos os senadores do PSDB votarão SIM à cassação e, de acordo com levantamentos de veículos de comunicação, a maioria fará o mesmo.

Nós do PSDB apoiaremos e vamos colaborar com um projeto de reconstrução nacional, que inclui o apoio incondicional à Operação Lava Jato, a reforma tributária e tantos mais em prol do nosso País. Temos responsabilidade com o Brasil, sem desistirmos do projeto de chegar ao Planalto em 2018, através do voto.

Que mais uma vez vença a Democracia, a vontade dos brasileiros.

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- Novo Momento -http://www.novomomento.com.br/Pol%C3%ADtica%20Cr%C3%ADtica/37748/em-artigo-macris-diz-que-impeachment-vai-salvar-o-brasil

- Portal Ternura FM 99.3 - http://www.portalternurafm.com.br/colunistas/1383/o-impeachment-necessario-para-salvar-o-brasil